Salsa
Com o Verão use, para as refeições no
jardim, para as saladas e para as sopas. Muitas vezes subestimamos o valor das
verduras e não os ingerimos e ficam abandonados na berma do prato quando são
quase sempre alimentos de alto valor nutritivo como é o caso da salsa.
- Propriedades
É um forte diurético, muito útil no tratamento de retenção de
líquidos, reumatismo, gota, infecções da bexiga e cálculos renais, é reguladora
do período menstrual e alivia os espasmos. Estimula a produção de leite
materno, e tonifica os músculos do útero. É um tónico geral, aliviando a
depressão e o cansaço na menopausa. É um tónico digestivo, aliviando
flatulência e cólicas. É um refrescante do hálito muito útil depois de ingerir
alho. Para as cólicas das crianças, faz-se um leve infusão das folhas que se
lhes dá a beber duas ou três colheres depois das refeições. O chá da salsa pode
ser usado em lavagens e compressas para picadas de
insectos, inchaço doloroso, olhos irritados e eczema. As raízes são
sudoríferas. Há ainda quem a considere afrodisíaca.
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Culinária
Pudim de salsa e “bacon” – 500gr de farinha; 4 colheres de
chá de fermento em pó; uma colher de chá de sal; um ovo; uma chávena de leite;
duas colheres de sopa de margarina; duas colheres de sopa de salsa picada; três
fatias de bacon finamente picado; leite para pincelar. Bata o ovo, junte-lhe o
leite e depois a farinha peneirada, o sal e a margarina derretida. Acrescente a
salsa e o bacon e amasse bem. Molde dois pães pequenos ou um grande, coloque-os
num tabuleiro untado, pincele-os com leite e leve ao forno a 215ºC durante
cerca de 30 minutos.
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Na
horta
A salsa misturada com
sementes de cenoura ajuda a repelir a mosca desta última devido ao seu aroma.
Protege as roseiras do escaravelho. Quando plantada com o tomate ou com os espargos,
revigora-os. Uma forma de combater a borboleta negra (cauda de andorinha) é
soltar as aves da capoeira nos canteiros da salsa. As galinhas adoram as larvas
desta borboleta. Alguma variedades da salsa são cultivadas apenas para
aproveitar as raízes carnudas que se podem comer da mesma forma que os nabos.
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História
A salsa é sem dúvida uma das ervas aromáticas mais
utilizadas no Mundo. Os antigos egípcios e os gregos chamavam à salsa aipo da
montanha e usavam-na para tratar dores no estômago e problemas de bexiga. Os
gregos utilizavam-na contra a epilepsia e como regulador do sistema nervoso;
para estes simbolizava a festa e a alegria partilhada e costumavam coroar os
vencedores das corridas com uma coroa de salsa. Plínio, o Velho, no séc. I
-grande conhecedor de plantas- já atribuía à salsa poderes curativos e
aconselhava a colocar alguns rebentos nos lagos dos peixes para os curar.
Kunzle (1857-1945), um abade suiço grande conhecedor da flora alpina,
recomendava a salsa contra o sangue na urina, micções dolorosas e inflamação da
próstata. O herbário galês do séc. XII menciona a salsa como geradora de
sangue.
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Habitat
A salsa é originária
do sul da Europa mas é hoje cultivada um pouco por todo o mundo. Prefere climas
temperados onde também cresce espontaneamente. A variedade mais comum
(Petroselinum crispum) tem folhas muito frisadas e é a favorita dos ingleses. A
de folha achatada (Petroselinum sativum ou Apinum
petroselinum ou Petroselinum hortense), mais comum entre nós, e
preferida na gastronomia da Europa e da Índia, é mais resistente, tem um sabor
mais forte e contém mais propriedades medicinais. Utilizam-se as folhas, as
raízes e sementes, apesar destas últimas não serem recomendadas para uso
interno. Cresce em terrenos incultos, nas frestas de rochas e muros. É uma
planta vivaz, de caule erecto, e folhas compostas de um verde intenso, lisas ou
frisadas, da família das umbelíferas, atinge entre 30 a 60 centímetros de
altura.
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Composição
Contém óleo
essencial, cânfora-de-salsa (apiol), miristicina, flavonóides, pectina, muita
clorofila, taninos, matéria corante amarela, vitamina A, B, C e E, ácido
fólico, ferro, cobre, cálcio e fósforo. A raiz contém ainda amido e mucilagem.
